sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Especialistas defendem financiamento público para mídia alternativa
“Veículos alternativos de comunicação devem receber financiamento público”, defende o presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom), Renato Rovai. Para isso, ele propõe alternativas, como a criação de “critérios objetivos” para a distribuição das verbas oficias de publicidade por meio de lei.
O presidente da Altercom, que participou de audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática para discutir o financiamento público de mídias alternativas, ressalta que já existem experiências bem sucedidas no País, como a compra de alimentos para as escolas públicas, com uma cota de 30% para a agricultura familiar. “Por que esse critério não pode ser utilizado para pequenas empresas de comunicação na hora de o governo comprar publicidade?”, questiona.
Democracia
Também defensor de financiamento público para os veículos alternativos de mídia, o coordenador-executivo do Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes), João Brant, acredita que somente desta forma será possível combater a concentração no mercado de comunicação e fortalecer a democracia no Brasil.
O especialista argumentou que “outras políticas de fomento, como o fundo de financiamento do audiovisual, mostram o reconhecimento de que a diversidade cultural justifica investimento de volume significativo de recursos públicos”. E, para ele, uma parte dessas verbas deveria financiar o jornalismo alternativo.
Fundo especial
Rovai também reivindicou a criação de um fundo especial pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para financiar pequenas empresas de comunicação. Segundo o presidente da Altercom, “as mídias alternativas não têm fontes de financiamento nem verbas publicitárias para seus projetos, mesmo tendo leitores”.
Como exemplo, ele afirmou que, entre os 46% de brasileiros que costumam ler jornais, apenas 11,5% leem os jornais tradicionais. “O restante recorre a jornais de bairro, sites, blogs de internet”, sustentou. Apesar disso, conforme afirma, 70% das verbas federais de publicidade continuam sendo destinadas a apenas 10 veículos de comunicação, 40% apenas para o sistema Globo.
Rovai acrescentou que 100 milhões de brasileiros são usuários de internet, o que equivale a aproximadamente 50% da população do País. No entanto, apenas 6% das verbas publicitárias federais são destinadas a esse meio. “Quais são, então, os critérios técnicos utilizados?”, perguntou.
Eficiência
O diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Rodolfo Machado Moura, é contra a destinação de uma cota das verbas oficiais de publicidade a veículos alternativos. Em sua concepção, a escolha dos veículos que divulgam publicidade oficial deve, sim, obedecer a critérios de audiência. “O objetivo da publicidade governamental é dar publicidade aos atos oficiais, então tem de ser eficiente”, sustentou.
Para o financiamento dos veículos de comunicação alternativos, ele diz haver “outras formas”, como a utilização de recursos de fundos oficiais de fomento, por exemplo. Tanto Rovai quanto Brant também consideram essa uma boa alternativa. Mas garantem que, sozinha, não irá resolver o problema da concentração da mídia no País.
Reportagem - Maria Neves
Edição - Juliano Pires
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Centro Paula Souza firma parceria com Unesco
Projeto-piloto será adotado inicialmente em quatro turmas de 1º ano do Ensino Médio da Etec de Paraisópolis e das Etecs de Vila Formosa, na Capital, e de Santa Isabel
Fonte: Centro Paula Souza
O Centro Paula Souza e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) firmaram parceria para dinamizar o Ensino Médio de três Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) propondo aos alunos o desenvolvimento de projetos, na mesma linha do que já é feito em cursos técnicos.
Um projeto-piloto será adotado inicialmente em quatro turmas de 1o ano do Ensino Médio da Etec de Paraisópolis (duas turmas) e das Etecs de Vila Formosa, na Capital, e de Santa Isabel. Uma equipe da Coordenadoria de Ensino Médio e Técnico do Paula Souza trabalha há um ano com especialistas da Unesco, liderados pela responsável por Projetos em Educação da entidade no Brasil, Marilza Regattieri.
Docentes das três Etecs também foram envolvidos nas discussões e estão animados com a possibilidade de participar de uma iniciativa que vai gerar conhecimento e literatura para a aplicação desse piloto em outras escolas.
Pela proposta, cerca de 25% da carga horária do curso será destinada ao desenvolvimento de atividades que levem o estudante a atuar como protagonista da investigação e da busca do conhecimento. O currículo organiza-se a partir do chamado Núcleo de Preparação Básica para o Trabalho e demais Práticas Sociais, a ser implementado pelos professores de todas as disciplinas a partir de projetos anuais interdisciplinares.
O projeto começa a ser aplicado já no primeiro semestre de 2013.
A estratégia de ensinar propondo aos alunos o desenvolvimento de projetos já é bastante incorporada nas unidades do Centro Paula Souza. Muitos deles são apresentados anualmente na Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps). Na edição 2012, foram apresentados 256 trabalhos envolvendo mil alunos e professores de Etecs e também de Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs).
Grande obra de Johannes Vermeer visita o Brasil
O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) recebe até 10 de fevereiro de 2013 a exposição “Vermeer – Mulher de Azul Lendo uma Carta”. É a primeira vez que uma obra do pintor holandês Johannes Vermeer, que viveu no século 17, visita o Brasil.
Vermeer não obteve sucesso em vida, tendo seu trabalho reconhecido apenas dois séculos mais tarde. Foi mestre na representação da vida cotidiana em ambientes interiores equilibrados e atraentes. É o caso de Mulher de Azul Lendo uma Carta, que transmite uma atmosfera de mistério envolta na expressão do personagem, construindo uma narrativa visual ampla e bem arquitetada.
A exposição ocupa quatro salas: uma para abrigar a obra e três dedicadas à descrição dos detalhes de sua restauração, com textos que esmiúçam as particularidades do trabalho.
Local: Masp – Av. Paulista, 1.578, Bela Vista
Temporada: até 10/2/13
Ingressos: R$ 15,00 (inteira) / R$ 7,00 (meia). Crianças menores de 10 anos e adultos acima de 60 não pagam. Entrada gratuita às terças.
Inscrições para bolsa de estudos na Universidade de Yale
Estão abertas até o dia 24 de janeiro as inscrições para candidaturas ao Programa Fox International Fellowships, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos.
O programa é dirigido a mestrandos e doutorandos das áreas de comércio e finanças, economia, ciência política, relações internacionais, direito, administração, saúde global, gestão ambiental ou história contemporânea, mas os candidatos podem ser alunos de qualquer área, desde que seus projetos sigam os temas acima. Há preferência por assuntos de relevância contemporânea, aplicada e institucional sobre questões de guerra e paz, crescimento econômico ou estagnação.
Os alunos selecionados passarão um ano desenvolvendo suas pesquisas na Universidade de Yale.
Conforme descrito no edital do programa, os candidatos deverão enviar à Vice‐Reitoria Executiva de Relações Internacionais (VRERI), pelo e-mail seleção-ccint@usp.br, os seguintes arquivos em formato PDF e redigidos em inglês: ficha de inscrição preenchida; uma proposta de pesquisa; justificativa do seu potencial de liderança e comprometimento em ser um “cidadão embaixador”; comprovante de proficiência na língua inglesa (TOEFL ou IELTS); duas cartas de recomendação de docentes da USP na sua área de atuação; curriculum vitae; histórico escolar e declaração preenchida e assinada.
Mais informações: neste site, ou pelo e-mail seleção-ccint@usp.br
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Duo Marimba Dreams faz shows no Sesc Pinheiros
O grupo Marimba Dreams se apresenta, nos dias 3, 10, e 31 de janeiro, no Sesc Pinheiros. O show faz parte do projeto Música de Bandeja, que oferece atrações musicais gratuitas todas as terças e quintas no horário do almoço – 12h30 – no piso térreo do local.
Marimba Dreams é um duo formado por Adriana Laranjeira e Hurate Vencedor, ambos percussionistas, sendo o segundo reconhecido como um dos mais talentosos de sua geração no cenário musical brasileiro. A dupla apresentará um repertório variado, passando por Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Bach, entre outros. No show, utilizam a marimba, instrumento de som leve e melódico semelhante ao xilofone.
Local: Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195, Pinheiros
Datas e horários: dias 3, 10 e 31 de janeiro. Sempre às 12h30
Programação especial de férias no Museu Paulista
O Museu Paulista realiza, entre os dias 5 e 31 de janeiro, oficinas de férias para as crianças. Programadas pelo Serviço de Atividades Educativas do museu, as oficinas visam ao público entre 4 e 12 anos, mas também há atividades para famílias inteiras.
Estão programadas as seguintes oficinas: Desenhando no Museu, Contando histórias com imagens, Teatro de Fantoches, Caça às Cores, Jogo da Encomenda, Jogo de Tabuleiro e Desvendando o Museu. As atividades propostas visam a criar uma identificação das crianças com o ambiente do museu, além de diverti-las.
A visitação ocorre de terça a domingo, das 9h às 17h. Menores de 6 anos e maiores de 60 não pagam para entrar. Também há isenção de pagamento para deficientes físicos, pessoas da comunidade USP e para um professor ou acompanhante a cada 20 alunos. No primeiro domingo de cada mês a entrada é gratuita para todos os públicos.
Para os demais dias e visitantes, a meia-entrada custa R$ 3,00 e a inteira R$ 6,00.
Endereço: Museu Paulista da USP, Parque da Independência s/nº – Ipiranga
Mais informações: pelo telefone (11) 2065-8071/8053 ou no site do museu
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Cientistas: fim do mundo já começou, mas a agonia será lenta
20 de Dezembro de 2012
Guerra nuclear, pandemia viral, mudança climática: a suposta profecia maia do fim do mundo não será cumprida, mas o Apocalipse já começou e agonia será lenta, alertam os cientistas. "A ideia de que o mundo acabará subitamente, por uma causa qualquer, é absurda", declarou David Morrison, cientista da Nasa e especialista da vida no espaço.
"A Terra existe há mais de quatro bilhões de anos e passarão muitos anos antes do Sol tornar nosso planeta inabitável", insistiu o cientista, que criticou as "ridículas" versões que preveem o fim do mundo neste 21 de dezembro de 2012, injustamente atribuído ao calendário maia.
Em quase cinco bilhões de anos, o Sol se transformará em "gigante vermelho", mas o calor crescente terá, muito antes, provocado a evaporação dos oceanos e o desaparecimento da atmosfera terrestre. O astro solar resfriará depois, até a extinção, mas isto não nos dirá respeito, explica.
"Até lá, não existe nenhuma ameaça astrônomica ou geológica conhecida que poderia destruir a Terra", afirma David Morrison. A ameaça poderia vir do céu, como demonstram algumas produções de Hollywood que descrevem gigantescos asteróides em choque com a Terra?.
Uma catástrofe similar, que implica um astro de 10 a 15 km de diâmetro, caiu sobre a atual península mexicana de Yucatán, causando provavelmente a extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos. Os astrônomos da Nasa afirmam que não é provável que aconteça uma catástrofe similar, em um futuro previsível.
"Estabelecemos que não há asteroides tão grandes perto de nosso planeta como o que terminou com os dinossauros", disse o cientista, acalmando os temores de alguns sobre um fim do mundo em breve. Além disso, se um asteroide provocou a extinção dos dinossauros e de muitas espécies, não erradicou toda a vida na Terra. A espécie humana teria a oportunidade de sobreviver, destaca.
Sobreviver a uma pandemia mundial é mais complicado
Sobreviver a uma pandemia mundial de um vírus mutante, do tipo gripe aviária H5N1, poderia ser mais complicado, mas "não provocaria o fim da humanidade", explica Jean-Claude Manuguerra, especialista em virologia do Instituto Pasteur de Paris.
"A diversidade de sistemas imunológicos é tão importante que há pelo menos 1% da população que resiste naturalmente a uma infecção", afirmou o especialista da revista francesa Sciences & Vie, que consagrou um número especial ao fim do mundo.
Apesar da tese de uma guerra nuclear ter perdido força desde o fim da Guerra Fria, não desapareceu completamente. O número de vítimas dependeria de sua magnitude, mas inclusive um conflito regional - como entre Paquistão e Índia - bastaria para causar um "inverno nuclear" com efeitos em todo o planeta, como uma queda das temperaturas que impossibilitaria a agricultura.
Mas os cientistas demonstram inquietação com a mudança climática a alertam que o aquecimento do planeta é o que mais se parece com o temido fim do mundo.
E desta vez não são simples temores e hipóteses. Secas, tempestades e outras catástrofes naturais se tornariam mais frequentes e intensas com o aumento das temperaturas mundiais, que poderiam registrar alta de +2°C, +4°C e até +5,4°C até 2100. Isto equivaleria a um suicídio coletivo da espécie humana, advertem os cientistas, que intensificam os pedidos para conter o devastador aquecimento do planeta.
Portal Terra
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