quinta-feira, 5 de setembro de 2013

FAPESP sedia Conferência de Mudanças Climáticas Globais

A Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede CLIMA), a FAPESP, no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG), e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC) realizam em São Paulo, de 9 a 13 de setembro, a 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais, no Espaço Apas, Rua Pio XI, 1200, Alto da Lapa. O encontro procura difundir avanços do conhecimento sobre a variabilidade climática no Brasil e no mundo para apoiar decisões e estratégias de adaptação e mitigação das variações ambientais. Participam do encontro cientistas e formuladores de políticas públicas. Entre os temas que serão tratados na conferência estão as prováveis consequências de alterações no regime de chuvas e elevação da temperatura no país, como a redução da produção de alimentos como arroz, feijão, milho e trigo – observada por pesquisadores da Embrapa desde 2000 – e o agravamento de problemas de saúde pública causados pela elevação da temperatura e da umidade do ar nas cidades. Os primeiros relatórios sobre o clima no Brasil – Na segunda-feira (9), a Conferência terá início com mesa-redonda sobre o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (BESM, na sigla em inglês), apresentando os principais desafios para a modelagem climática na região do Atlântico Sul, com foco em mudanças relacionadas a Oceanos, Atmosfera, Superfície e Química. Em seguida, serão apresentados os primeiros três relatórios de avaliação nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), criado em 2009 pelos ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia e Inovação para fornecer avaliações científicas sobre as mudanças climáticas de relevância para o Brasil. Os relatórios trazem as principais conclusões de estudos realizados por 345 pesquisadores entre 2007 e início de 2013 sobre ocorrência das mudanças climáticas, seus impactos e formas de redução da emissão de gases de efeito estufa no Brasil. Os documentos foram preparados nos moldes do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), estabelecido em 1988 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fornecer informações científicas para o entendimento das mudanças climáticas no mundo. Atualmente, 195 países são membros do IPCC. A Conferência terá seis mesas-redondas com a participação de cientistas e representantes de instituições envolvidas na discussão nacional sobre as mudanças climáticas globais. Os debates serão sobre eventos climáticos extremos e desastres naturais; apoio da ciência, tecnologia e inovação em mudanças globais a políticas públicas; inventário e monitoramento de emissões e remoções de gases de efeito estufa; relação ciência-planos setoriais; e detecção, mitigação, impactos e vulnerabilidade. Os resultados de pesquisa científica sobre mudanças climáticas a serem apresentados e discutidos na conferência foram produzidos por mais de 2 mil cientistas de grupos de pesquisa ligados ao Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais, à Rede Clima e ao INCT-Mudanças Climáticas. Essa pesquisa, desenvolvida em universidades e instituições brasileiras e estrangeiras, subsidia hoje a elaboração de estratégias de adaptação, estudos sobre vulnerabilidade e a adoção de medidas de mitigação. (Fonte: Agência Fapesp)

Nenhum comentário:

Postar um comentário